Oi, como você está?
Hoje acordei pensando em você e relembrando os poucos e intensos momentos que passamos juntos.
Nosso amor foi construído no respeito e vivido com muita intensidade.
Sou muito grata por ter conseguido, junto a ti, experienciar tantas alegrias.
Nossas conversas, os cenários, o seu corpo, o seu toque…
Tudo foi valorizado por mim.
Você se entregou até onde eu permiti, manteve o respeito e me fez viver dias muito felizes.
Mas algo aconteceu.
Sem explicação, você se esfriou.
Sua presença deixou de ter a mesma intensidade.
E eu, silenciosamente, me afastei.
Respeitei o seu silêncio e me retirei de cena.
Eu não poderia transformar a intensidade, o respeito e a beleza do amor que vivemos em uma recordação triste.
Não sei como você se sentiu.
Mas eu entendi que há amores que nunca morrem.
Apenas mudam de lugar dentro de nós.
E você é um desses amores.
Daqueles que chegam, marcam, se transformam…
E continuam vivos, de outra forma.
Sim, fui feliz ao seu lado.
Meu sorriso, ainda que sem graça, chorou,
mas te manteve guardado pelo que você foi para mim.
Amei.
Me entreguei.
Não entendi.
Mas segui.
Silenciosamente.
Porque há amores que nem o silêncio consegue levar.
Onde o silêncio descansa é um mergulho nessas memórias.

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